domingo, 5 de maio de 2013

Gratidão



Amigos, obrigado!

Estava perdido, vagando sem rumo e precisando de ajuda.
Já estava desesperado e não sabia mais o que fazer. Procurava as pessoas e ninguém me via ou ouvia, mas aí eu encontrei a porta desta casa aberta e gentilmente fui convidado a entrar, por um rapaz muito iluminado e educado. Ao adentrar essa porta, muito mais que uma ajuda, encontrei aqui pessoas educadas e amorosas, dispostas a me auxiliar e me senti acolhido.

Essa luz que vem do alto, que ilumina essa mesa e esses seres de luz, esses irmãos que sorriem e que oferecem esse remédio que alivia as dores do coração e da alma.

Por isso, quero agradecer ao bom Deus, por essa oportunidade maravilhosa, de me mostrar a porta aberta e os irmãos que nos acolhem a todos.

Que Deus abençoe os irmãos que aqui trabalham, esses amigos que nos dão abrigo e a esse hospital que trata dos nossos espíritos.

Obrigado pela oportunidade bendita de terem me ajudado, não só nas minhas angústias e desespero, mas por ter encontrado a minha paz, nessa casa, que pratica a mais bela caridade, ensinada pelo Cristo.

Deus abençoe aos irmãos desta casa, encarnados e desencarnados e deste hospital que nos abriga e auxilia.

Um abraço fraterno a todos, desse irmão agradecido,

Rogério



Psicografado por mim e ditado pelo irmão espiritual, Rogério
Segunda-feira, 29 de abril de 2013, no C.E. Santuário da Paz

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

George


Foi muito difícil naquele dia. Era dia de festa na corte. Todos estavam felizes. Muita alegria, música, dança, muita fartura de comida e bebida.

Eu era parte da guarda. O rei confiava em mim. Ganháramos muitas batalhas juntos e todos estávamos sendo condecorados.

De repente algo aconteceu. Fui traído. Mentiras e injúrias à meu respeito e eu não tive nem como me defender, não me deram a chance de provar minha inocência.

O rei, que me tinha como amigo, acreditou no outro e não em mim. Não tive a oportunidade nem de falar.

A festa acabou. Fui preso, humilhado e condenado à morte.

No dia seguinte, em praça pública, diante de todo o povoado, lá estava eu indo pra guilhotina.

Em segundos eu presenciava uma cena triste: meu corpo de um lado, cabeça de outro. Eu via tudo, sentia náusea e não acreditava como era possível estar de lado e vendo tudo.

Observei os rostos e me deparei com alguns sorrindo. Os mesmos que me traíram. Vi minha mãe sofrendo e pude sentir sua dor, sua revolta. Vi quando riram dela e a expulsaram do local, desrespeitando sua dor.

Senti revolta. Não entendia como era possível estar ali e presenciar aquilo tudo. Quis lutar mas não consegui. Prometi vingança. Jurei que aniquilaria um a um, todos aqueles que me traíram e que se divertiam naquele instante.

Obtive sucesso com algumas vinganças, mas não me sentia feliz. Queria mais. Juntei-me a outros que podiam me ver. Elaboramos planos pra que pudéssemos nos vingar de todos os que nos prejudicaram.

Só havia ódio e rancor em meu coração e meu único objetivo era a vingança. Estava cego, cheio de cólera e muito revoltado. Fiz de tudo para prejudicar aquele que eu considerava amigo; aquele rei que era injusto e todos os invejosos que não aceitavam a confiança e amizade que um dia houve.

Certa vez, porém, quando vi minha mãe sofrendo, pedindo a Deus que a ajudasse a suportar a dor, que me recebesse com amor e que me auxiliasse, chorei e pedi perdão com sinceridade. Ainda queria me vingar, mas não suportava o sofrimento de minha mãe.

Afastei-me por um tempo daqueles que me incentivavam a colocar meus planos em prática. Estava desesperado. Havia anos que meu único objetivo era só a vingança.

Observava as preces da minha mãe e compreendia que o perdão era preciso pra que o sofrimento acabasse.

Depois de muito chorar e sofrer, percebi que havia um amigo me observando. Sentia confiança naquela pessoa, mas tinha receio. Ainda me lembrava da traição.

Ele esteve comigo por muito tempo, até que no dia em que me senti verdadeiramente cansado, entregue ao desespero, ele me ajudou.

Resgatou-me de meus próprios sentimentos e me levou pra um lugar onde só recebi compreensão e amor.

Demorei muito para entender o que houve comigo. Jamais imaginei que o fim da vida física não era o fim de tudo, mas compreendi que deixar de sofrer só dependia de mim mesmo.

Tenho minha mãezinha ao meu lado e sou agradecido por suas preces, que me ajudaram a compreender que o perdão é a ponte que nos leva para perto de Deus.

Hoje me sinto limpo. A ferida em volta do pescoço está fechada, mas principalmente, a do coração, já não existe mais.

Estou em paz e quero ajudar aqueles que sentem ódio, a só sentir amor.


Psicografado por mim e ditado pelo irmão espiritual, George

Segunda-feira, 05 de dezembro de 2011, no C.E. Santuário da Paz

domingo, 12 de junho de 2011

Aos apaixonados


Dia dos namorados! Não há muito o que se dizer, pois tudo fica repetitivo ou até muito clichê.

Quem namora, quem é casado, quem está apaixonado sabe o que a atmosfera desse dia nos traz. O céu fica mais azul, o sol brilha mais bonito, o friozinho da noite nos convida a um bom vinho e um delicioso programa a dois e nos entregamos de corpo, alma e coração ao ser amado.

Apenas viver intensamente esse dia já é especial e mágico, portanto, nada de muito falatório por hoje.

Mas claro, como não dá pra passar em branco um dia lindo como esse, coloco aqui pra que todos possam curtir, uma das minhas músicas preferidas, de uma das minhas bandas preferidas: Eduardo e Mônica, por Legião Urbana... há 25 anos nos fazendo sonhar com o romance mais lindo que alguém já colocou em uma canção.

E o meu muito obrigada à Vivo por esse vídeo perfeito, nos fazendo chorar de emoção!!

Feliz dia dos namorados!!!


Flávia Fernandes

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O mundo dá voltas

"A mão que um dia torturou, hoje se ergue em sinal de respeito!"


A frase que serve de legenda pra foto foi twittada por mim no dia 01/01/2011, quando a tropa passava por revista pela primeira mulher, presidente do Brasil!
Esse foi pra mim, um dos dias mais marcantes e emocionantes da história política do Brasil, ficando atrás só do dia em que um metalúrgico tornou-se presidente, mudando completa e definitivamente a história do nosso país.

Hoje é 1º. de abril e embora seja um dia que todo o mundo resolve fazer piadas, é também um dia marcante e histórico pra nossa nação e não tem nada de engraçado nele.
Há exatos 47 anos, um bando de militares deu um golpe na democracia. Resolveu que era hora de por fim ao mandato de um presidente legítimamente eleito e transformou o país num palco de guerra, levando terror e medo ao povo brasileiro.

Barbarizaram, torturaram e assassinaram jovens, pais de famílias, estudantes, músicos, escritores, atores e até quem nunca havia se envolvido com assuntos políticos, simplesmente porque eles achavam que essas pessoas eram desobedientes e não compactuavam com os absurdos que eles impunham.

Eu nasci em pleno AI-5 e embora não entendesse nada do que ele significava, cresci sabendo que ele era a sentença de morte pra quem não o cumpria.
Criada em família simples e com muitas dificuldades financeiras, entendi desde cedo o que era aquela política que destruía o país e colaborava para o aumento da pobreza e da falta de dignidade das famílias ao ver filhos chorando com fome e pais em desespero pela falta de emprego.

Contava eu com 9 ou 10 anos de idade quando conheci a história de Marcelo Rubens Paiva e fiquei chocada ao saber que aquele menino que andava em cadeira de rodas não tinha perto dele um pai pros momentos em que ele mais precisava, tudo por causa de uns milicos safados. Eu era tão menina, mas já tão indignada com as atrocidades do mundo.

Lembro, como se fosse hoje, o dia em que o Brasil comemorou a queda da ditadura e a anistia de seus presos políticos, assistindo na tv esses famosos e anônimos chegando felizes e emocionados de volta à terra natal.

Alguns anos mais tarde, já no colegial, tive a felicidade de ter professores queridos como Ronaldo - de filosofia, Marise - de física e Wilson - de história e pude conhecer, finalmente, tudo o que aconteceu nesse período absurdo e indígno do Brasil, com aulas maravilhosas desses que eram, não apenas professores, mas também protagonistas daquele período horrível e truculento.

Como eu agradeço a eles por me darem essa oportunidade! Nesse período eu, definitivamente, tornei-me uma pessoa politizada e apreciadora, porém não menos indignada, da política brasileira.

Vivendo aquele momento no colegial, aparece um presidente safado e nos dá a oportunidade de reviver o que alguns jovens haviam feito muitos anos antes e tive a felicidade de entrar pra história política do país, pintando a cara de verde e amarelo e subindo em carro de som, percorrendo a Av. Paulista e pedindo a saída de quem não era digno de comandar o país.

Mais alguns anos e pude, finalmente, ver meu voto ser sacramentado quando da eleição do Lula.

Quando a Dilma foi chamada pra ser ministra, conheci sua história como uma daquelas que viveu sob os domínios do medo, sendo presa e torturada por esses bandidos de farda.
Foi diante da história dessa mulher que tive ainda mais vontade de vê-la como sucessora do metalúrgico que também havia lutado pelo país e, assim como ela, esteve nas mãos do Dops.

Hoje, ao relembrar desses 21 anos de vergonha, pelos quais o Brasil passou e ver a mulher que um dia foi torturada e humilhada pelos militares, sendo recebida por eles em sinal de respeito, me dou conta do quanto o mundo dá voltas e como é lindo ver que, aqueles que um dia estiveram por cima, hoje reverenciam aqueles que estavam por baixo e foram humilhados e torturados por eles.

Só lamento que muitos ainda acham que aquele período foi bom. Os que pensam assim, estou certa de que não conhecem nada da história e do quanto as pessoas sofreram. Eram agressões físicas e morais que eu não desejo a um inimigo e não me conformo com gente que aprova tudo aquilo.

Tenho orgulho de ver minha presidente, que foi chamada de terrorista, comandar o Brasil. Aliás, esse cargo deveria ser ocupado somente por quem ama esse país e não lhe dá as costas, ou pretende vendê-lo.

Pra quem acha que aquele foi um período bom, sugiro a leitura dos livros que tive a oportunidade de ler, dos filmes que vi e de uma conversa sobre tudo o que aprendi na vida estudantil, sobre um período que não nos dá nenhum orgulho, mas vergonha!

Infelizmente o professor Wilson ensina história lá do "outro lado". O professor Ronaldo eu nunca mais tive contato, mas a professora Marise, pra minha alegria, é uma grande e querida amiga!

Se cabe neste texto, um pedido à presidente Dilma, com todo respeito, pediria a ela a abertura dos arquivos da ditadura e, assim como está fazendo a nossa vizinha Argentina, punição àqueles que cometeram atrocidades contra pessoas que só queriam um Brasil justo e democrático.

Acredito muito que essa atitude confortará corações como os das famílias de Rubens Paiva, Zuzu e Stuart Angel, Carlos Marighella e tantos outros que nunca mais souberam do paradeiro de seus entes queridos e nem jamais puderam enterrar seus corpos.

O livro dessa história só poderá ser fechado e colocado na estante da memória, pegando pó e sendo devorado por traças, quando os fantasmas dela forem todos espantados, mas pra isso, é preciso que os responsáveis sejam punidos. É o único jeito desses espíritos, descansarem em paz, pelo bem da memória do Brasil!