quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Um presentinho...


Ganhei esse selinho da Ana Lúcia Porto, do blog "Entre um Café e um Bate Papo"... Obrigada pelo carinho...


As regras são:

Publicar o selinho e indicar quem o repassou!

*Perguntas e Respostas:

1. Você é casada? Não.
2. Tem quantos filhos? Não tenho filhos, ainda...
3. Fuma? Não.
4. Bebe? De vez em quando.
5. Tem compulsão por algum tipo de comida? Não.
6. Prefere frio ou calor? Calor.
7. Prefere doce ou salgado? Ambos e na medida exata.
8. Qual sua profissão? Consultora Oracle
9. Último filme que você viu? O Conde de Monte Cristo
10. Qual foi o dia mais feliz da sua vida? Bem, depois de vencer um câncer, todos os dias são muito felizes. Sou feliz da vida!

*Indicar 05 blogueiras para receber o selo e avisá-las.

- "De Onde Vem a Calma"
- "Arte Entre Artes"
- "Ligeiramente Grávida "
- "Vivi Groba"
- "Nanamada"

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Apenas um sonho...

por Flávia Fernandes


Essa noite eu sonhei com nós dois.

Estávamos vivendo juntos em um lugar maravilhoso, um lugar de mato verde. Parecia o paraíso, de tão belo.

Felizes e completamente realizados, era fácil perceber isso já que não tínhamos como esconder o sorriso nos lábios o tempo todo.

Eu caminhava por entre flores do campo e era acompanhada por um simpático cãozinho e algumas aves que voavam livres e brincavam felizes e despreocupadas.

Meu vestido de margaridinhas misturava-se com as flores reais do campo, mas dava um destaque especial para a barriga que abrigava nosso filho tão desejado e tão amado.

No céu que era de um azul maravilhoso, algumas pequenas nuvens de algodão passeavam, mas o sol brilhava nesse fim de tarde que parecia ser de primavera e uma brisa deliciosa fazia com que meus cabelos esvoaçassem e meu vestido florido tocasse as flores naturais daquele lindo jardim.

Ao longe, na varanda daquela que, certamente, era a nossa casa, você descansava tranqüilo em uma cadeira de balanço, observando minha caminhada à distância e sentindo-se imensamente feliz por realizar o grande sonho de nossas vidas.

Atrás da casa era possível avistar algumas montanhas, bem distantes e as nuvens que pareciam tocar no cume da mais alta. Algumas árvores e muita natureza à nossa volta.

Comecei meu trajeto de volta, seguindo ao seu encontro e, há poucos metros de distância e com um sorriso feliz pra você que me esperava, o telefone tocou, despertando-me para a realidade que foi difícil reconhecer e aceitar que fora apenas um sonho.

Estávamos tão lindos e tão felizes... acho que só aí me dei conta de que não poderia ser real.

Você se foi. Deixou pra trás nossos planos e nossos sonhos, mas deixou também muito amor, muito carinho e lembranças das coisas boas que vivemos juntos.

Foi bom sonhar com você. Melhor ainda que foi tudo tão lindo, apaixonante e feliz. Trouxe paz pro meu espírito e uma certeza de que, de certa forma, sempre estaremos juntos.

Obrigada por sempre me fazer mais feliz.

sábado, 18 de julho de 2009

Uma agradável sexta-feira

por Flávia Fernandes


Passava um pouco das nove da manhã quando o telefone tocou. Era minha mãe, me convidando pra passar o dia com ela. Normalmente isso não seria possível, mas como estou de férias – ainda que forçadas – esse convite veio bem a calhar e eu aceitei prontamente.

Estava uma manhã muito agradável. Apesar do inverno, o sol ainda tímido dava sinais de que o dia seria quente, excelente pra um bom passeio.

Algumas pessoas caminhavam apressadas pelas ruas, transitando quase como robôs, sem perceberem nada à sua volta, deixando de notar os raios de sol que iluminavam a manhã, alguns pássaros em cima de galhos das árvores e até de alguns idosos que caminhavam tranqüilamente enquanto o sol ainda não ardia.

Tomamos um café juntas e nos preparamos para bater pernas pelas ruas da região central da cidade. Praticamente uma aventura!

Minha mãe é artista plástica e estava precisando fazer compras para a produção de novas peças e como eu estou de bobeira em casa, acabamos fazendo companhia uma à outra e pra mim, foi fascinante!

Sei o quanto é difícil pra ela, entrar no meu mundo nerd, cheio de expressões diferentes, cheio de novidades tecnológicas e tudo o mais, porém, penetrar pelo mundo dela é bem mais fácil e, garanto, muito mais agradável também.

Chegamos à primeira loja e já me encantei de imediato: um belíssimo quadro retratando a beleza e simplicidade de São Francisco de Assis. Lindo!

Por todos os cantos, telas prontas, telas brancas, molduras diversas, tintas, pincéis e livros!!! Livros, que maravilha!

Observando todas aquelas obras lindas, vejo-os contando sobre a vida de Monet, de Michelangelo, de Van Gogh, de da Vinci. Meus olhos percorriam as capas, vidrados em tudo o que viam. Minha vontade era de comprar todos.

Minha mãe me lembrou que ainda havia outras lojas a percorrer e que aquela era só a primeira de muitas, portanto, eu me apressasse, mas eu estava ali apenas para lhe fazer companhia.

Numa outra loja, um quadro imenso na parede, retratando a noite de garoa em uma rua central, talvez na década de 20, com as pessoas transitando entre os trilhos dos bondes e as casas com as janelas fechadas. A escuridão do céu demonstrava que o dia havia sido chuvoso, porém a iluminação do chão e dos guarda-chuvas anunciava que o horário ainda não estava tão avançado.

Nas outras lojas, meu fascínio aumentava mais, observando novas obras cada vez mais lindas. Belíssimos quadros, com as mais variadas expressões, diferentes estilos, mas todos retratando o melhor dos sentimentos daqueles pintores anônimos.

Pincéis de cerdas macias, tintas de diversas cores, técnicas pra cada tipo de arte, molduras que transformam telas simples em magníficos quadros e eu, cada vez mais encantada com o que via e pensando no por que não tenho esse dom?

Certo, cada um no seu quadrado. Não sou boa com tintas e pincéis, mas me viro na escrita e no raciocínio mais rápido. Mas bem que poderia ter um lado criativo, né? Ainda que só pra usar como terapia!

Após percorrermos todas as lojas e a missão das compras, finalmente cumprida, convidei-a pra almoçarmos no mesmo restaurante onde costumava ir todos os dias.

Encontrei por lá meus antigos colegas de trabalho e foi um reencontro muito bacana e as surpresas não pararam por aí! Ainda recebi um telefonema de uma amiga querida e que há algum tempo não nos falávamos, só pra saber notícias.

O dia ia se acabando e coisas boas continuavam acontecendo e por fim, este texto pra poder dividir com meus amigos.

Foi um dia e tanto e tive a felicidade de ter por companhia a figura doce e amiga da minha mãe. E não poderia ter sido melhor; não poderia ter tido companhia melhor!

Deus permita que muitos outros dias como esse aconteçam em minha vida e desejo que todos os filhos possam compartilhar dias e momentos tão agradáveis ao lado das pessoas que mais os amam na vida. Altamente recomendável!!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Quando o amor bate à porta

por Flávia Fernandes


Dona Joana é uma senhora que, de tão simpática, todo mundo adora.
Sempre sorridente e bem disposta, não economiza gentilezas, um afago e, com uma voz tranqüila e suave, tem sempre uma palavra carinhosa pra todos.
Encontrá-la quando estamos naquele “mau dia” é quase um alívio instantâneo, tamanha paz que ela nos transmite.

No alto dos seus 74 anos, professora aposentada e contadora de histórias, mora sozinha num apartamento simples, mas muito aconchegante e diz que não se importa em morar só, que chegou na velhice e não quer atrapalhar ninguém. Mesmo com a família discordando disso, ela diz que prefere não dar trabalho.

No apartamento em frente, mora Luisa. Uma simpática jovem de 27 anos, professora e apaixonada por pessoas idosas.
Luisa também mora sozinha e, diferente de dona Joana, sua família mora distante, restando à moça, a companhia dos amigos e vizinhos.

Logo ao mudar-se pro condomínio, Luisa conheceu a simpática dona Joana. A afinidade foi instantânea e, ambas ficaram muito preocupadas com o fato de a outra viver sozinha.

Moça de boa índole e zelosa com todos à sua volta, Luisa está sempre atenta às necessidades de dona Joana.

Há cinco anos dona Joana foi diagnosticada com um câncer de mama. Um tanto assustador, mas ela não se intimidou e foi enfrentar tudo com muito otimismo e vontade de vencer.

Luisa apoiou até onde foi possível, levando amparo, proteção, carinho e cuidando pra que nada faltasse a essa vizinha que, já se tornara sua avó de estimação.

Após a cirurgia, dona Joana hospedou-se na casa de uma das filhas, pra receber os primeiros cuidados tão importantes e necessários, porém, quando da retirada dos pontos, ela preferiu voltar pra sua casa.

Logo vieram as sessões de quimioterapia e dona Joana, novamente não queria incomodar ninguém, no entanto, Luisa não se fez de rogada e, por ter seus horários bastante flexíveis, tratou logo de organizar-se, a fim de acompanhar dona Joana em todas as sessões de quimioterapia, radioterapia e também nos exames de acompanhamento e consultas de rotina.

Dona Joana dizia que ela era uma moça valiosa demais, uma verdadeira bênção de Deus e, que sorte teria seu futuro marido, mas Luisa não pensava nisso, pelo menos naquela ocasião. Ela estava estudando, se aperfeiçoando e conquistando seu espaço profissional, coisa da qual ela não abria mão.

Mesmo assim, dona Joana dizia que ela precisava muito preocupar-se com esse assunto e, entre uma sala de espera e outra, contava-lhe sobre seus lindos netos, muito educados, bons moços e, melhor ainda, bons pretendentes!

Luisa ouvia a tudo e achava graça, enquanto dona Joana fazia a boa propaganda dos rapazes e aguardava o atendimento. E assim foi durante todo o tratamento.

Por volta de seis meses após o fim do tratamento, a vida já ia se ajeitando novamente e Luisa recebe um telegrama comunicando que ela havia sido selecionada para lecionar em um dos melhores colégios daquela região, depois de um processo lento e estressante.

Como dona Joana sempre lhe deu muito incentivo e torceu muito, Luisa foi levar a boa notícia à vizinha que ficou muito feliz e organizou uma pequena reunião entre os amigos da jovem e chamou seus netos, a fim de comemorar esse momento importante de sua vida, porém, pra tristeza da avó, os rapazes não compareceram.

Dois meses depois, num sábado pela manhã, Luisa é surpreendida com alguém tocando a campainha e logo pensou ser dona Joana, afinal não houve um anúncio da portaria e ela também não estava à espera de ninguém.

Ao abrir a porta, se surpreende ao ver um jovem bonito e sorridente que ao constatar que se tratava de Luisa, apresentou-se como Ricardo, neto mais velho de dona Joana.

Meio confusa e sem entender o motivo pelo qual Ricardo estava à sua porta, perguntou se algo havia acontecido com dona Joana e este lhe respondeu que não, que tudo estava bem com sua avó.

Depois de respirar aliviada, Luisa convida o jovem pra entrar e este, de forma bastante respeitosa agradece a moça. Um tanto sem jeito, ele a observa e, embora tímido diz à ela o motivo pelo qual tomou a atitude de procurá-la.

Reproduzo abaixo, exatamente as palavras que ele disse à Luisa naquela manhã:

- Luisa, vim te procurar hoje porque, na verdade, vim aqui pra conhecer a mulher da minha vida! Mesmo sem te conhecer, estou apaixonado por você, de tanto que minha avó já falou de ti!

Ricardo e Luisa estão casados há pouco mais de dois anos, moram no mesmo apartamento, de frente ao de dona Joana e ela, feliz por ser a grande responsável por esse amor tão bonito.


Esta história é real, preservados apenas os nomes dos protagonistas.
Quantas, semelhantes a essas não devem existir por aí, não é mesmo?
Quantos de nós não gostaríamos de viver um amor nessa plenitude, onde as aparências são menos importantes e que os sentimentos são valorizados?

Hoje, dia dos namorados, desejo que cada casal possa se unir ainda mais e o amor seja a base da felicidade, do bem viver e da união.

E viva o amor, na sua mais bela forma de ser!

Feliz dia dos namorados!