Mostrando postagens com marcador tarde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tarde. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de maio de 2010

Tarde de Outono

por Flávia Fernandes


Caminho tranqüila pelas ruas movimentadas e observo um céu azul anil com algumas nuvens que parecem de algodão. Elas se misturam desenhando formas e encobrindo o azul celestial, anunciando que em poucas horas teremos chuva.

Uma brisa agradavelmente suave, para um dia quente e as folhas que caem das árvores formam tapetes verdes nas calçadas e nas ruas, mostrando o outono e, com ele a beleza das flores e do verde das folhas.

Avisto um casal de namorados apaixonado, refugiando-se embaixo de uma árvore. Lugar perfeito pra quem está vivendo o amor em sua plenitude. Do alto da árvore, as folhas caem sobre suas cabeças, como que por abençoar a união feliz, na estação do amor.

Num andar térreo de um prédio, apoiado na janela, um cachorrinho observa o movimento das ruas e aproveita a brisa para se refrescar do dia quente.

Na praça, um artista toca “Jesus, Alegria dos Homens” em sua harpa e agradece umas poucas moedas recebidas dos passantes e esta se torna a trilha sonora da tarde linda de um dia comum de outono.

Respiro fundo pra encher os pulmões de ar fresco e ando devagar pra poder usufruir a bela tarde e o cenário lindo que a dança das folhas promove nas ruas, transformando, como que por encanto, as ruas em um tapete de folhas naturais.

A tarde se vai e o vento carrega consigo as folhas, fazendo-as mudar de lugar, mas registrando nos olhos mais atentos a bela paisagem que só a natureza pode nos oferecer.

Lá no horizonte, o céu com cores que se misturam entre o azul e o laranja, com o sol anunciando que, em poucas horas, irá se por para despertar em outro lugar.

Mais um dia que finda, uma noite que chega, uma lua maravilhosa no céu e uma brisa refrescante. Mais um dia de outono que se vai, trazendo a lembrança de um amor especial e mostrando que, nesses dias mais bonitos é que a distância se faz mais presente e o coração pulsa mais forte e chora de saudade, mas se lembra com carinho de quem, mesmo distante, está sempre muito presente.


Este texto faz parte da blogagem coletiva do mês de abril do Espaço Aberto