sábado, 12 de junho de 2010

Meu jeito de dizer que te amo

por Flávia Fernandes

Sou Sagitário, ascendente em Áries com lua em Leão. Pra quem não entende absolutamente nada de horóscopo, eu explico: os 3 signos do zodíaco são do elemento fogo, ou seja, eu sou fogo! rsrs

Em princípio isso pode não significar muito, mas é pior do que se pode imaginar. Isso porque tudo em mim é intenso, é exagerado, é ardente, é imediato, é incondicional, é passional.
Eu amo sem limites, sem pudores, sem vergonha!

Sou do tipo que não basta apenas dizer que amo, preciso demonstrar, preciso enfatizar.

Há alguns anos, numa das inúmeras tentativas de mostrar o quanto eu amava, fiz uma pequena brincadeira, juntando pistas pela casa, pra que ele encontrasse o “grande tesouro” no final. Coloquei a primeira pista na maçaneta da porta de entrada da casa, pra que ele visse assim que colocasse a chave:

- Amor, tenho um segredo muito forte pra te contar. Siga até a porta do armário da cozinha.

- Mas não tenho coragem... procure em cima do fogão.

- Ai, eu estou com muita vergonha. Olhe dentro do microondas.

- Eu conto, mas antes vá até a lavanderia e veja em cima da máquina de lavar.

- Olha, é o seguinte: veja atrás do quadro da sala.

- Como eu ia dizendo, procure perto da TV.

- Ainda não... Melhor ir até o vaso da mesa de jantar.

- Você está ficando nervoso? Veja embaixo do aparelho de telefone.

- Não fique nervoso. Olhe no vaso da plantinha.

- Não sei se você vai entender, pois então, veja a gaveta dos cd’s.

- É tão simples, mas se quiser saber, veja o espelho do banheiro.

- Você ainda não sabe? Veja o frasco do meu perfume (isso estava grafado em batom, no espelho!).

- Vá até o armário quarto de vestir que você saberá com calma!

- Gostaria de te contar, mas veja embaixo do tapete.

- Você está com pressa? Veja atrás da porta.

- Você está cansado?? Reaja, por favor! Veja o monitor do computador.

- Você não está entendendo. Olhe atrás da porta do meu quarto.

- Mas você está quase sabendo... Veja embaixo do aparelho de DVD.

- Agora sim, eu conto!! Olha, procure embaixo do meu travesseiro, mas com calma, tá?.

- Só queria te dizer que EU TE AMO! (Aqui havia um cartão do tamanho do travesseiro com os seguintes dizeres: A medida do meu amor é te amar sem medidas. E quanto mais exagerado, melhor!)


Essa foi uma das inúmeras vezes em que tentei demonstrar meu jeito de amar sem limites e de dizer "Te Amo".

Há muitas histórias, muitas cartas, muitas mensagens, surpresas, brincadeiras, torpedos e até bandas de música, mas isso fica pra um próximo post!

É isso aí gente. Não importa o quanto criativo vocês sejam, importa demonstrar, muito mais do que apenas dizer. Aproveitem esse clima de dia dos namorados e digam que vocês amam. Seja para os pais, os filhos, os amigos, para seus parceiros ou simplesmente pra um próximo, porque amar e ser amado é um remédio contra quaisquer males do mundo!

Feliz dia dos namorados!!




Deixo aqui também um vídeo com a música que eu considero a maior declaração de amor que alguém já pode ter dito. Só pra variar, Chico Buarque!



Este texto está participando do Concurso Literário do Espaço Aberto


E se você gosta de lindas hiastórias de amor, deixo aqui um outro texto, do dia dos namorados do ano passado. Confira!

domingo, 30 de maio de 2010

Eu tinha apenas 6 anos

No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido (João e Maria, Chico Buarque)


por Flávia Fernandes


Era São João e estávamos na casa da vovó. Meus pais e meus irmãos, meus bisavós, meus avós, meus tios e todos os primos. A farra estava garantida.

No quintal, uma fogueira muito bem cuidada pelo meu tio que mantinha a garotada há uma distância segura.

Na cozinha, o milho estourava na panela e aquele aroma delicioso de pipoca invadia o ambiente, fazendo com que nos colocássemos em fila, mas enlouquecendo a vovó que não dava conta de servir a todos. Havia ainda a espiga de milho, o pinhão e o quentão.

As bandeirinhas faziam um cordão trançado no alto e algumas também enfeitavam a casa. Música, todos falando juntos e ao mesmo tempo, muitas risadas, muita brincadeira e, claro, muitas peraltices.

De repente uma tia inventa de improvisarmos uma quadrilha, mas antes era necessário que virássemos os caipirinhas. E lá foi ela nos transformar em caipiras, fazendo o que era possível.

Meu tio resolveu registrar alguns momentos da festança e, me lembro como se fosse hoje, dele me ver andando pelo quintal e me chamou, pedindo pra eu fazer uma pose pra foto. Não sei porque eu estava com duas colheres na mão, mas a primeira coisa que me passou pela cabeça foi bater uma na outra, como se houvesse som nos retratos. Fiz uma careta e essa foi a foto mais comentada.

Faz muito tempo. Eu tinha apenas seis anos. Nesse tempo não conhecia a saudade, a tristeza, a angústia. Nesse tempo visitávamos a vovó nos finais de semana e nos reuníamos com os primos pra brincar, pra aprontar e éramos muito felizes.

Hoje, tanto tempo depois, muitos deles já partiram. Os primos casaram, tiveram seus filhos e a vida é bem diferente daquela época, mas temos a felicidade de olhar o álbum de fotos e nos deparar com esses momentos, que ficaram registrados no papel, mas, principalmente no coração.

Como terminou essa festa, não me lembro. Provavelmente adormeci no carro, no caminho de volta pra casa ou ainda, muito antes do fim dela, no sofá, no meio dos primos e dos irmãos, mas certamente num misto de cansaço e alegria por ter tido uma noite tão deliciosamente cheia de infância.

Daquele tempo o que tenho mais saudade é da inocência de criança, da família toda reunida e da casa cheia de gente, mas principalmente dos meus avós que foram uma grande referência na minha vida. Mas onde quer que eles estejam, sei que estão felizes por saberem que moram nos nossos corações e nas nossas tão doces e ternas lembranças.



Este texto faz parte da Blogagem Coletiva do mês de maio do Espaço Aberto


domingo, 2 de maio de 2010

Tarde de Outono

por Flávia Fernandes


Caminho tranqüila pelas ruas movimentadas e observo um céu azul anil com algumas nuvens que parecem de algodão. Elas se misturam desenhando formas e encobrindo o azul celestial, anunciando que em poucas horas teremos chuva.

Uma brisa agradavelmente suave, para um dia quente e as folhas que caem das árvores formam tapetes verdes nas calçadas e nas ruas, mostrando o outono e, com ele a beleza das flores e do verde das folhas.

Avisto um casal de namorados apaixonado, refugiando-se embaixo de uma árvore. Lugar perfeito pra quem está vivendo o amor em sua plenitude. Do alto da árvore, as folhas caem sobre suas cabeças, como que por abençoar a união feliz, na estação do amor.

Num andar térreo de um prédio, apoiado na janela, um cachorrinho observa o movimento das ruas e aproveita a brisa para se refrescar do dia quente.

Na praça, um artista toca “Jesus, Alegria dos Homens” em sua harpa e agradece umas poucas moedas recebidas dos passantes e esta se torna a trilha sonora da tarde linda de um dia comum de outono.

Respiro fundo pra encher os pulmões de ar fresco e ando devagar pra poder usufruir a bela tarde e o cenário lindo que a dança das folhas promove nas ruas, transformando, como que por encanto, as ruas em um tapete de folhas naturais.

A tarde se vai e o vento carrega consigo as folhas, fazendo-as mudar de lugar, mas registrando nos olhos mais atentos a bela paisagem que só a natureza pode nos oferecer.

Lá no horizonte, o céu com cores que se misturam entre o azul e o laranja, com o sol anunciando que, em poucas horas, irá se por para despertar em outro lugar.

Mais um dia que finda, uma noite que chega, uma lua maravilhosa no céu e uma brisa refrescante. Mais um dia de outono que se vai, trazendo a lembrança de um amor especial e mostrando que, nesses dias mais bonitos é que a distância se faz mais presente e o coração pulsa mais forte e chora de saudade, mas se lembra com carinho de quem, mesmo distante, está sempre muito presente.


Este texto faz parte da blogagem coletiva do mês de abril do Espaço Aberto

domingo, 25 de abril de 2010

Aniversário do meu "Lugar de Mato Verde"

por Flávia Fernandes

Hoje é um dia muito especial: é o dia de comemorar o primeiro ano da existência do blog "Um Lugar de Mato Verde".

No dia 25/04/2009, depois de passar vários meses pensando se deveria ou não publicar aquilo que eu já vinha escrevendo, mas me recusando a aceitar que seria bom compartilhar com o mundo, resolvi que seria uma boa saber o que as outras pessoas achavam. Se eu iria agradar, se conseguiria escrever mais vezes, se teria disciplina pra isso, enfim... resolvi arriscar pra ver no que ia dar e lancei, finalmente, um espaço pra compartilhar tudo com outros escritores que poderiam ler e até dar pitacos em meus textos.

Confesso que tive um pouco de medo, de receio no início, mas depois entendi que estamos livres pra nos expressar da forma como desejamos e, se não agradarmos a uns, certamente agradaremos a outros. Simples assim!

Tenho consciência de que, nesse um ano de existência, foram poucos os textos que publiquei. Uns ainda mantenho guardados e pensando se devo ou não compartilhar, mas isso, o tempo dirá. De qualquer forma, fui fiel e leal a mim mesma, publicando apenas os textos de minha autoria. No máximo, algumas citações de onde saíram as idéias que nasceram tais textos, mas todos eles, foram criados por mim, ou ditados por uma força maior - acredito muito nisso!! - que me auxiliou naqueles que escrevi.

Foi uma experiência incrível. Aqui nesse mundo virtual, pude conhecer outras pessoas, ganhei novos amigos, me expressei de forma que outros me entendessem ou até se identificassem com meus textos.

Aqui eu ri muito, com textos divertidos e muito inteligentes. Chorei com textos emocionantes e também com comentários de amigos que fizeram-me companhia em cada novo post, mostrando que, embora muito crítica comigo mesma, estou trilhando o caminho certo.

Estou muito feliz de poder comemorar, mais uma grande alegria, que é este aniversário do blog, com um sabor super especial, devido aos últimos acontecimentos da minha vida.

Agradeço aos amigos que me lêem sempre, que deixam comentários me incentivando a continuar e ofereço um pedacinho desse blog, como se fosse um espaço de mato, no campo, na natureza onde encontramos equilíbrio e paz, pela data tão importante que é esse aniversário de um ano.

Que venham muitos outros anos e que, a cada um, novos amigos possam estar junto, comemorando e compartilhando alegrias, esperanças ou até mesmo as inevitáveis dores.

Obrigada, de coração, por fazerem parte da minha vida e por estarem comigo, em todos os grandes momentos que se transformam em textos.

Espero que curtam a comemoração junto comigo, mais uma vez e que muitos outros anos venham pra que possamos festejar juntos!

Um beijo no coração de cada um de vocês!
Flávia



Quer conhecer o texto de inauguração do blog? Clique aqui