por Flávia Fernandes

Dona Joana é uma senhora que, de tão simpática, todo mundo adora.
Sempre sorridente e bem disposta, não economiza gentilezas, um afago e, com uma voz tranqüila e suave, tem sempre uma palavra carinhosa pra todos.
Encontrá-la quando estamos naquele “mau dia” é quase um alívio instantâneo, tamanha paz que ela nos transmite.
No alto dos seus 74 anos, professora aposentada e contadora de histórias, mora sozinha num apartamento simples, mas muito aconchegante e diz que não se importa em morar só, que chegou na velhice e não quer atrapalhar ninguém. Mesmo com a família discordando disso, ela diz que prefere não dar trabalho.
No apartamento em frente, mora Luisa. Uma simpática jovem de 27 anos, professora e apaixonada por pessoas idosas.
Luisa também mora sozinha e, diferente de dona Joana, sua família mora distante, restando à moça, a companhia dos amigos e vizinhos.
Logo ao mudar-se pro condomínio, Luisa conheceu a simpática dona Joana. A afinidade foi instantânea e, ambas ficaram muito preocupadas com o fato de a outra viver sozinha.
Moça de boa índole e zelosa com todos à sua volta, Luisa está sempre atenta às necessidades de dona Joana.
Há cinco anos dona Joana foi diagnosticada com um câncer de mama. Um tanto assustador, mas ela não se intimidou e foi enfrentar tudo com muito otimismo e vontade de vencer.
Luisa apoiou até onde foi possível, levando amparo, proteção, carinho e cuidando pra que nada faltasse a essa vizinha que, já se tornara sua avó de estimação.
Após a cirurgia, dona Joana hospedou-se na casa de uma das filhas, pra receber os primeiros cuidados tão importantes e necessários, porém, quando da retirada dos pontos, ela preferiu voltar pra sua casa.
Logo vieram as sessões de quimioterapia e dona Joana, novamente não queria incomodar ninguém, no entanto, Luisa não se fez de rogada e, por ter seus horários bastante flexíveis, tratou logo de organizar-se, a fim de acompanhar dona Joana em todas as sessões de quimioterapia, radioterapia e também nos exames de acompanhamento e consultas de rotina.
Dona Joana dizia que ela era uma moça valiosa demais, uma verdadeira bênção de Deus e, que sorte teria seu futuro marido, mas Luisa não pensava nisso, pelo menos naquela ocasião. Ela estava estudando, se aperfeiçoando e conquistando seu espaço profissional, coisa da qual ela não abria mão.
Mesmo assim, dona Joana dizia que ela precisava muito preocupar-se com esse assunto e, entre uma sala de espera e outra, contava-lhe sobre seus lindos netos, muito educados, bons moços e, melhor ainda, bons pretendentes!
Luisa ouvia a tudo e achava graça, enquanto dona Joana fazia a boa propaganda dos rapazes e aguardava o atendimento. E assim foi durante todo o tratamento.
Por volta de seis meses após o fim do tratamento, a vida já ia se ajeitando novamente e Luisa recebe um telegrama comunicando que ela havia sido selecionada para lecionar em um dos melhores colégios daquela região, depois de um processo lento e estressante.
Como dona Joana sempre lhe deu muito incentivo e torceu muito, Luisa foi levar a boa notícia à vizinha que ficou muito feliz e organizou uma pequena reunião entre os amigos da jovem e chamou seus netos, a fim de comemorar esse momento importante de sua vida, porém, pra tristeza da avó, os rapazes não compareceram.
Dois meses depois, num sábado pela manhã, Luisa é surpreendida com alguém tocando a campainha e logo pensou ser dona Joana, afinal não houve um anúncio da portaria e ela também não estava à espera de ninguém.
Ao abrir a porta, se surpreende ao ver um jovem bonito e sorridente que ao constatar que se tratava de Luisa, apresentou-se como Ricardo, neto mais velho de dona Joana.
Meio confusa e sem entender o motivo pelo qual Ricardo estava à sua porta, perguntou se algo havia acontecido com dona Joana e este lhe respondeu que não, que tudo estava bem com sua avó.
Depois de respirar aliviada, Luisa convida o jovem pra entrar e este, de forma bastante respeitosa agradece a moça. Um tanto sem jeito, ele a observa e, embora tímido diz à ela o motivo pelo qual tomou a atitude de procurá-la.
Reproduzo abaixo, exatamente as palavras que ele disse à Luisa naquela manhã:
- Luisa, vim te procurar hoje porque, na verdade, vim aqui pra conhecer a mulher da minha vida! Mesmo sem te conhecer, estou apaixonado por você, de tanto que minha avó já falou de ti!
Ricardo e Luisa estão casados há pouco mais de dois anos, moram no mesmo apartamento, de frente ao de dona Joana e ela, feliz por ser a grande responsável por esse amor tão bonito.
Esta história é real, preservados apenas os nomes dos protagonistas.
Quantas, semelhantes a essas não devem existir por aí, não é mesmo?
Quantos de nós não gostaríamos de viver um amor nessa plenitude, onde as aparências são menos importantes e que os sentimentos são valorizados?
Hoje, dia dos namorados, desejo que cada casal possa se unir ainda mais e o amor seja a base da felicidade, do bem viver e da união.
E viva o amor, na sua mais bela forma de ser!
Feliz dia dos namorados!
Sempre sorridente e bem disposta, não economiza gentilezas, um afago e, com uma voz tranqüila e suave, tem sempre uma palavra carinhosa pra todos.
Encontrá-la quando estamos naquele “mau dia” é quase um alívio instantâneo, tamanha paz que ela nos transmite.
No alto dos seus 74 anos, professora aposentada e contadora de histórias, mora sozinha num apartamento simples, mas muito aconchegante e diz que não se importa em morar só, que chegou na velhice e não quer atrapalhar ninguém. Mesmo com a família discordando disso, ela diz que prefere não dar trabalho.
No apartamento em frente, mora Luisa. Uma simpática jovem de 27 anos, professora e apaixonada por pessoas idosas.
Luisa também mora sozinha e, diferente de dona Joana, sua família mora distante, restando à moça, a companhia dos amigos e vizinhos.
Logo ao mudar-se pro condomínio, Luisa conheceu a simpática dona Joana. A afinidade foi instantânea e, ambas ficaram muito preocupadas com o fato de a outra viver sozinha.
Moça de boa índole e zelosa com todos à sua volta, Luisa está sempre atenta às necessidades de dona Joana.
Há cinco anos dona Joana foi diagnosticada com um câncer de mama. Um tanto assustador, mas ela não se intimidou e foi enfrentar tudo com muito otimismo e vontade de vencer.
Luisa apoiou até onde foi possível, levando amparo, proteção, carinho e cuidando pra que nada faltasse a essa vizinha que, já se tornara sua avó de estimação.
Após a cirurgia, dona Joana hospedou-se na casa de uma das filhas, pra receber os primeiros cuidados tão importantes e necessários, porém, quando da retirada dos pontos, ela preferiu voltar pra sua casa.
Logo vieram as sessões de quimioterapia e dona Joana, novamente não queria incomodar ninguém, no entanto, Luisa não se fez de rogada e, por ter seus horários bastante flexíveis, tratou logo de organizar-se, a fim de acompanhar dona Joana em todas as sessões de quimioterapia, radioterapia e também nos exames de acompanhamento e consultas de rotina.
Dona Joana dizia que ela era uma moça valiosa demais, uma verdadeira bênção de Deus e, que sorte teria seu futuro marido, mas Luisa não pensava nisso, pelo menos naquela ocasião. Ela estava estudando, se aperfeiçoando e conquistando seu espaço profissional, coisa da qual ela não abria mão.
Mesmo assim, dona Joana dizia que ela precisava muito preocupar-se com esse assunto e, entre uma sala de espera e outra, contava-lhe sobre seus lindos netos, muito educados, bons moços e, melhor ainda, bons pretendentes!
Luisa ouvia a tudo e achava graça, enquanto dona Joana fazia a boa propaganda dos rapazes e aguardava o atendimento. E assim foi durante todo o tratamento.
Por volta de seis meses após o fim do tratamento, a vida já ia se ajeitando novamente e Luisa recebe um telegrama comunicando que ela havia sido selecionada para lecionar em um dos melhores colégios daquela região, depois de um processo lento e estressante.
Como dona Joana sempre lhe deu muito incentivo e torceu muito, Luisa foi levar a boa notícia à vizinha que ficou muito feliz e organizou uma pequena reunião entre os amigos da jovem e chamou seus netos, a fim de comemorar esse momento importante de sua vida, porém, pra tristeza da avó, os rapazes não compareceram.
Dois meses depois, num sábado pela manhã, Luisa é surpreendida com alguém tocando a campainha e logo pensou ser dona Joana, afinal não houve um anúncio da portaria e ela também não estava à espera de ninguém.
Ao abrir a porta, se surpreende ao ver um jovem bonito e sorridente que ao constatar que se tratava de Luisa, apresentou-se como Ricardo, neto mais velho de dona Joana.
Meio confusa e sem entender o motivo pelo qual Ricardo estava à sua porta, perguntou se algo havia acontecido com dona Joana e este lhe respondeu que não, que tudo estava bem com sua avó.
Depois de respirar aliviada, Luisa convida o jovem pra entrar e este, de forma bastante respeitosa agradece a moça. Um tanto sem jeito, ele a observa e, embora tímido diz à ela o motivo pelo qual tomou a atitude de procurá-la.
Reproduzo abaixo, exatamente as palavras que ele disse à Luisa naquela manhã:
- Luisa, vim te procurar hoje porque, na verdade, vim aqui pra conhecer a mulher da minha vida! Mesmo sem te conhecer, estou apaixonado por você, de tanto que minha avó já falou de ti!
Ricardo e Luisa estão casados há pouco mais de dois anos, moram no mesmo apartamento, de frente ao de dona Joana e ela, feliz por ser a grande responsável por esse amor tão bonito.
Esta história é real, preservados apenas os nomes dos protagonistas.
Quantas, semelhantes a essas não devem existir por aí, não é mesmo?
Quantos de nós não gostaríamos de viver um amor nessa plenitude, onde as aparências são menos importantes e que os sentimentos são valorizados?
Hoje, dia dos namorados, desejo que cada casal possa se unir ainda mais e o amor seja a base da felicidade, do bem viver e da união.
E viva o amor, na sua mais bela forma de ser!
Feliz dia dos namorados!