quarta-feira, 7 de abril de 2010

Encerrando Ciclos


por Flávia Fernandes


Há exatamente seis anos, em um 7 de abril de 2004, por incrível que pareça, também em uma quarta-feira e por volta deste mesmo horário (19h00) eu estava sentada no colo do meu namorado, no sofá de uma antiga sala, aos prantos, completamente sem chão, com um futuro totalmente incerto até para o dia seguinte e em minhas mãos o resultado de um exame em que acusava que eu estava com câncer.

Passei horas tentando assimilar o que estava de fato acontecendo e nesse horário, quando finalmente “caiu a ficha”, caiu também o meu mundo. Aquele era um cenário de tristeza, de medo e de incertezas.

Aos 31 anos, com um futuro imenso pela frente, me via diante de uma luta com um inimigo oculto em que o meu maior desafio era, sem dúvida, o tempo.

Enquanto chorava em seu colo, ele tentava me dizer palavras de coragem, de carinho e de fortalecimento, mas eu estava tão perdida e desorientada que pouco consegui ouvir, no entanto, em um determinado momento ele me disse algo que me chamaria a atenção e que, mais pra frente seriam primordiais pra batalha que estava apenas começando. Ele disse que, embora pequenina, dentro de mim havia uma grande mulher, corajosa, destemida, guerreira e que, certamente passaria como um trator por cima desse ‘cancerzinho’ e que nada, nem ninguém seria maior que eu daquele momento em diante. Ele conhecia minha garra e conhecia também a pessoa que estava ali no colo dele e sabia que eu não entregaria os pontos jamais. Disse também que, com a cirurgia eu tiraria do meu peito, não apenas um tumor, mas também todas as coisas ruins que havia dentro dele, como mágoa, revolta, rancor, tristeza e tantos outros sentimentos negativos que teimavam em aparecer vez ou outra.

Foram 12 horas de choro, de angústia, de medo e de incertezas. Esgotada e cheia de medos, adormeci querendo que aquilo tudo não passasse de um pesadelo ou até mesmo de uma piada de extremo mau gosto. Infelizmente, quando o dia amanheceu, nada tinha mudado, a não ser o fato de que eu estava disposta a encarar como um leão todo e qualquer problema que viesse e, absolutamente nada me venceria enquanto eu estivesse na luta.

Uma semana depois fui até o centro onde freqüento e pedi auxílio aos meus queridos irmãos de luz. Naquele momento, o que eu mais necessitava era de equilíbrio. Muito mais do que isso, recebi o amparo que seria fundamental no período de luta que começava a minha vida. Ouvi que eu era muito mais forte do que realmente imaginava, que minha fé me mostraria que não há limites para vencer os obstáculos que pulam na nossa frente no decorrer da vida e que eu era como um bambu plantado em solo bom: enverga, mas não quebra jamais!

Primeiro veio a cirurgia pra retirada do tumor. Eu tinha pressa, queria me livrar daquilo logo e corri o quanto pude pra que tudo acontecesse em 4 semanas e, em 10 de maio meu dia se iniciaria dando entrada no hospital para a realização da cirurgia e o fim daquele pesadelo que estava vivendo dentro de mim e consumindo minhas energias de forma tão cruel, tão assustadora e tão absoluta.

Completamente leiga do assunto, desinformada e não querendo me precipitar em nada, achava que tudo havia acabado por alí e que a vida seguiria normalmente e seria essa, uma página virada na minha vida. O que eu não sabia é que só teria passado a primeira parte do problema, que muita luta ainda estaria por vir e então, a notícia tão bombástica quanto a primeira: era preciso fazer a tal quimioterapia.

Confesso que fiquei um pouco decepcionada com a notícia, pois meus planos eram outros, mas como tudo aquilo era pro meu bem, levantei a cabeça e enfrentei o que veio, sempre com muita fé, muito otimismo e com um sorriso no rosto pra mostrar que eu estava, de fato, muito bem.

O tratamento começou e com ele, todos os efeitos colaterais. Enjôo, perda de apetite, emagrecimento e a perda dos cabelos. Pode parecer estranho, mas a cada nova etapa, eu me lembrava das palavras do meu namorado, dizendo que tudo o que fosse de ruim seria jogado pra fora e me lembrava também que, embora tudo isso acontecendo, eu realmente estava forte como um bambu plantado em solo bom. Não caí e nem me permiti que isso acontecesse!

Não fosse pela pele quase cinza, pela ausência dos cabelos e pelo fato de estar magérrima, ninguém dizia que eu estava em pleno tratamento quimioterápico. Não sentia dó de mim, não perdi minha auto-estima e jamais permiti que as pessoas me vissem como alguém doente. Queria mostrar que era possível vencer e que qualquer pessoa que passe por isso pode também, vencer com tanta fé e com tanta determinação.

O tempo passou, o tratamento acabou e tudo voltou ao normal, como deveria ser, mas só uma coisa não voltou: a antiga Flávia! Aquela que adoeceu ficou lá no passado e uma nova e muito mais determinada mulher nasceu, cheia de coragem e de amor pela vida.

Me formei na faculdade, fui promovida no trabalho e comecei a trabalhar na casa espírita. Muitos projetos, muitos sonhos e um mundo totalmente novo pra ser desbravado por essa nova mulher que havia nascido. Iniciei alguns projetos sociais e hoje faço parte desse mundo acreditando que a solidariedade, o amor ao próximo, o desprendimento e a mão estendida aos mais necessitados são, de fato, alimento pra nossa alma.

Nesses 6 anos, alguns sustos nos exames de acompanhamento, pra mostrar que pra mim, a vida é completamente cheia de emoções. Foram muitos exames, muitas noites em claro, muita expectativa e, graças a Deus, muitas alegrias.

Hoje, a minha maior e mais esperada alegria aconteceu e eu não poderia deixar de compartilhar com todos os meus amigos queridos e meus familiares que estiveram comigo nessa luta tão grande. Fui ao consultório do meu médico e, após a análise de todos os exames, de uma análise clínica e até psicológica, saí de lá em êxtase com a notícia que há muito eu esperava: estou de alta!

Eu já sorri, já chorei, já cantei, já falei com dezenas de pessoas ao telefone, falei sozinha, dancei no meio da rua, rezei, agradeci a Deus, berrei de felicidade. Acredito que extravasei o grito que estava contido há dias, quando um diagnóstico suspeito nos deixou de alerta, mas que hoje tivemos a confirmação de que não passou de um susto.

Hoje um ciclo se encerra na minha vida e outros começam a se abrir pra que eu possa seguir adiante, com minhas metas e meus planos pra serem colocados em prática, sem o medo, mas com a certeza de que meu caminho está traçado em minha vida, por mim e por Deus, que me auxilia nos momentos mais difíceis.

Não imaginava que essa alegria contagiante, que transborda de dentro do peito aconteceria num dia como o de hoje, mas acho que foi uma forma de Deus me recompensar pelas horas tormentosas de 6 anos atrás, quando o futuro me parecia totalmente incerto. Há agora uma imensidão de vida na minha vida e eu estou pronta pra viver, pra ser feliz e pra cultivar outras novas sementes na minha vida e, tanto quanto tive urgência em vencer o câncer, tenho hoje urgência de viver minha vida com felicidade plena e absoluta e quero, sem dúvida nenhuma, meus amigos, minha família e meus amores por perto, cuidando sempre de todos e do lado espiritual, tão importante até hoje.

Só pretendo levar um pouco da minha história adiante, seja pessoalmente, seja por este blog, seja pelo meu site (Vida Sem Câncer), seja pela minha comunidade no Orkut. Não importa como, mas quero mostrar pra todos que é possível vencer, basta pra isso lutar e ter muito mais pressa que o câncer.


Vida, seja bem-vinda!



Quero deixar aqui os agradecimentos que não podem faltar em hora nenhuma: a Deus, à minha mãe, meu pai, meus irmãos e agregados, ao meu querido e amado ‘tio onco’, dr. Gelson, dr. Hézio que me acompanhou o tempo todo, à dra. Carmen que, como um anjo, salvou a minha vida, aos meus amigos de longe e de perto, os reais, os virtuais, os virtu-reais e os espirituais. Não vou citar nomes pra não ser injusta com ninguém, mas que sabem que esse agradecimento é pra cada um e em especial. Sintam-se beijados, abraçados e acariciados por mim, que de tão feliz, não estou me cabendo dentro!



Deixo aqui um vídeo muito lindo que minha amiga Nana fez, carinhosamente pra mim, em nome de alguns amigos do orkut. Lindo Nana, muito obrigada!!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Solidariedade, o alimento da alma


por Flávia Fernandes

Sempre gostei muito de ajudar as pessoas. Há um desejo intenso dentro de mim, de mudar o mundo. Embora eu saiba que uma andorinha não faz verão, prefiro viver como o beija-flor que faz a parte dele pra tentar apagar o fogo da floresta.

A vida toda procurei ajudar as pessoas e fazer com que a dor, embora inevitável, possa ser suavizada. Sempre fui assim, mas de uns anos pra cá, isso ficou mais forte, mais intenso.

Todas as vezes em que consigo fazer alguma coisa em benefício de alguém, sinto uma onda de paz e amor invadindo meu espírito e renovo minhas forças, na ânsia de ver mais um sorriso de quem estava em prantos, de ver renascendo as esperanças naqueles que já não tinham mais nenhuma e de saber que pude fazer a diferença na vida de alguém, ainda que muito pequena.

De cada gesto, tiro grandes ensinamentos. Difícil até explicar essas sensações, mas garanto que é como se eu tivesse me alimentado depois de um dia de muito trabalho e pouco tempo pra uma refeição decente ou de ter tido uma noite de sono tranqüila. Sinto meu corpo revigorado, meu coração em paz e meu espírito alimentado.

Semana passada eu estava um tanto chateada pela falta de trabalho. Quase nove meses desempregada e não vejo uma luz no fim do túnel. Estava me sentindo sem chão, completamente desnorteada e uma sensação de fraqueza que era até irreconhecível, diante da pessoa otimista e sempre pra frente que sou.

De repente recebo um email que tocou meu coração. A história do Sr. Geraldo de 78 anos, que está na luta contra o câncer há 3 e há alguns meses descobriu que está com metástase óssea. Cheio de amor, de esperanças e de alegria, costuma levar uma palavra de carinho às pessoas à sua volta. Ele faz questão de sorrir diante da dificuldade, pois é dessa forma que encontra forças pra lutar e ser um vencedor.

As palavras lindas que li me fizeram retornar pra realidade. Foi como um chacoalhão pra perceber que não tenho razão pra me sentir fraca, quando já precisei lutar por coisas mais difíceis e venci e que não é dessa forma que irei vencer, que tudo precisa de uma luta, pois esse é o grande aprendizado.

Quarta-feira passada, ainda vivenciando essa emoção, recebi a notícia de uma criança que está hospitalizada com sérios problemas de saúde e portadora de síndrome de Rett. A Victória tem 11 anos, e a doença se desenvolveu quando ela completou 1 aninho de vida.

Mandei uma mensagem de apoio ao seu pai que me agradeceu e passou seu número de telefone pra que eu pudesse fazer contato e, na quinta-feira pela manhã liguei pra saber notícias da menina. Falei com sua mãe. Senti na voz dela uma força digna de uma mãe mesmo, mas senti também a necessidade de ir ter com ela, uma conversa, levar um sorriso, um abraço sincero e uma palavra de apoio.

À noite fiz a visita e ao chegar lá, encontro com uma mãe forte, determinada que luta pela filha e que vive em função dela. Emocionei-me ao conhecê-la. Mulher de fibra como todas as grandes mulheres!

Mas o melhor aconteceu com a pequena Victória. Aproximei-me da cama e comecei a conversar com ela. Falei o quanto é linda, cheia de luz e fiz carinho em seu rosto. Logo ela então ergueu o bracinho e quando peguei na mão dela, ela segurou a minha com força. Com a outra mão, eu acariciava seu rostinho, então soltou minha mão e a pôs em minha cabeça, me acariciando da mesma forma.

Não sei dizer o tamanho da emoção, mas sei que foi incrível. Enquanto meus olhos ameaçavam se encher de lágrima, ganhei o sorriso mais lindo do mundo, com uns olhinhos brilhando pra mim. De tanta alegria, sorri pra ela e disse que era um sorriso lindo e encantador que já havia visto. Mais alguns sorrisos nós trocamos e enquanto eu acariciava seu rostinho e pedia em silêncio que Deus a abençoasse, que a protegesse e à sua família, ela me observava como se estivesse ouvindo meus pensamentos e depois soltou uma risada tão gostosa e tão espontânea que não tive como não rir junto e agradecer a Deus por sempre me mostrar o caminho quando eu teimo em sair dele.

Foi uma experiência maravilhosa e que serviu pra eu ver que não tenho o direito de cair, mesmo quando penso que tudo vai mal. A Victória me deu uma grande lição.

Sei que foi Deus, por intermédio dos bons espíritos que me levaram até àquele quarto de hospital e àquela família até então desconhecida e também que foram eles os responsáveis por esse sorriso lindo, mas naquele instante, fui o instrumento desses irmãos invisíveis, que levou um pouco de paz e de esperança aos familiares; um sorriso, um abraço e uma palavra de conforto.

Cheguei em casa emocionada, com vontade de fazer mais, com o peito transbordando de tanto amor e com meu espírito alimentado.

Foi então que senti que meu caminho é esse e que serei sempre mais feliz quando for solidária aos mais necessitados. Agradeci a Deus por ter me dado tamanha oportunidade e Lhe pedi perdão por ser tão egoísta e cega quando a vida tem tanto a mostrar. Senti que a vida é urgente, que ela precisa ser vivida e que pra ser feliz, precisamos de tão pouco.

Pra fechar a noite, recebi uma homenagem muito linda de seu pai, mencionando o carinho e o agradecimento por meu gesto, em seu blog.

Eduardo, Cristina e Victória, eu quem agradeço essa oportunidade de ter conhecido pessoas tão maravilhosas e especiais!

Agradeço a Deus por me mostrar que nos caminhos encontramos obstáculos, mas que podem ser superados, principalmente quando podemos estender nossas mãos aos irmãos que precisam do nosso amor desprendido.

Que Deus abençoe essas famílias – do Sr. Geraldo e da Victória. Que Ele abençoe à todos os que necessitam de um auxílio e que abençoe também os irmãos que fazem alguma coisa em benefício do próximo.

E você, o que tem feito por seu próximo? Como se sente quando pode fazer algo?


- A história do Sr. Geraldo, contada por sua filha está aqui:

http://www.vidasemcancer.com.br/casos-de-sucesso/vencendo-o-cancer-com-amor-e-boa-alimentacao-por-andrea-pereira/

- O carinho do Eduardo em seu blog, pode ser conferido aqui:

http://edu.guim.blog.uol.com.br/arch2010-03-14_2010-03-20.html#2010_03-18_23_52_09-3429108-0

segunda-feira, 8 de março de 2010

Ser Mulher

por Flávia Fernandes


Ser mulher é ter colo pra acolher,

Conselho para dar,

Lágrima pra enxugar,

Ombro pra oferecer.


Ser mulher é amar incondicionalmente,

É ser capaz de perdoar completamente.

É ser forte, é ser frágil, é ser amiga e confidente.

É ser mãe, esposa e mulher atraente.


Ser mulher é ter o dom da vida.

É ter o alimento para a vida.

É ser a vida para alguém.

É não conhecer a força que tem.


Ser mulher é, definitivamente, uma dádiva de Deus!


Feliz Dia Internacional da Mulher!



Essa é uma singela homenagem do blog Um Lugar de Mato Verde à todas as grandes mulheres. Sejam elas famosas ou completamente anônimas na vida.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Deus


por Flávia Fernandes

“O que é Deus? Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.”

Essa é a primeira questão do Livro dos Espíritos, escrito há pouco mais de 150 anos, por Allan Kardec, o codificador da doutrina espírita.

Pergunta bastante pertinente, já que ele não queria saber “Quem”, mas o “Que” é Deus.

Bem, muitos não acreditam na existência Dele, outros ainda O questionam com relação à bondade que pregam por aí.

Ontem, durante a palestra no centro, mencionei o fato de que muitas pessoas não acreditam em Deus por terem aprendido errado sobre Ele.

Crescemos temendo a severidade de um ser desconhecido. Aprendemos que no céu há um Deus punitivo e vingativo, severo e que faz barganhas. Isso nos faz questionar a bondade Dele, afinal, vemos pessoas más que se dão bem e pessoas boas que se dão mal o tempo todo. Talvez por isso, há tantas pessoas que se dizem ateus.

Acredito também que, o fato de fazermos de Deus a imagem de um velhinho de barba, que fica sentado em uma cadeira de balanço, com um par de sandálias nos pés e nos espiando aqui embaixo, faz com que nossas atitudes sejam as de, procurá-Lo na hora da dor, da angústia e do desespero, mas esquecê-Lo nos momentos em que a vida vai muito bem. Triste constatação!

Pra mim, Deus não está na figura de alguém, mas como Kardec mencionou, está em algo!

Deus, pra mim, é a força que rege nosso universo. É a força que rege a minha vida. Minha fé inabalável permite fazer com que eu sinta a presença de Deus na minha vida o tempo inteiro.

Deus está no sol que aquece o planeta e ajuda na fotossíntese das plantas. Está na lua bonita que ilumina a noite. Ele está no orvalho das manhãs de inverno, que encontramos nos primeiros raios solares. Deus está nas chuvas que aram as terras. Está nas estrelas do firmamento.

Deus está na beleza de uma flor, num pássaro que canta feliz na natureza, num peixe que corre no rio ou no mar. Está nos animais, nas aves. Na semente que brota, no fruto que nasce. Deus está no mar, nas cachoeiras e nos rios.

Deus está no brilho dos olhos de uma criança inocente, no olhar cansado e distante de um ancião que vive um dia após o outro. Está na felicidade de um casal que acabou de gerar um filho, o verdadeiro milagre da vida. Na mão estendida, na cumplicidade. Ele está na bondade e na generosidade daquele que dá atenção àqueles que passam despercebidos. Está na reconciliação, no perdão, no abraço e no afago.

Pra mim, Deus é amor, é paz, é equilíbrio. Deus está em tudo o que é bom.

Quando observo a natureza e vejo tudo que há de bom e perfeito nela, uma sintonia maravilhosa, uma simetria perfeita, eu enxergo Deus. Quando vejo um cenário de guerra, destruição, tristeza, dor, amargura, revolta, eu só vejo a ação do homem e, nesse momento, me convenço de que, realmente, o mundo jamais poderia ter sido criado pelo homem, pois quem constrói a beleza, não pode ser capaz de causar tanta destruição.

Nos momentos mais difíceis e angustiantes da minha vida, não foi no homem, mas em Deus que encontrei a força pra seguir adiante. Foi conversando com Deus que eu acalmei meu espírito e foi de Deus que recebi as respostas para as perguntas mais difíceis da minha vida.

Deus é um pai bondoso e amoroso que está com a gente em todos os momentos, em todos os lugares, mesmo quando insistimos em mantê-Lo distante de nós. Mais que filhos de Deus, somos crianças de Deus, como disse minha amiga Nana ontem, e me conforta pensar dessa forma, pois só nos vendo como crianças pra ter tanta bondade e amor pra distribuir, mesmo quando insistimos em ser levados ou desobedientes.

Estamos aqui pra viver e ser feliz. Deus não tem pra nós, outro plano, senão esse! Viemos pra evoluir, pra nos melhorar e pra alcançar esferas superiores e mesmo a escalada sendo individual, Deus está presente no caminho e faz de tudo pra que essa estrada seja menos sinuosa possível.

Como diz na música – e eu acredito muito! – “o mundo pode até fazer você chorar, mas Deus te quer sorrindo”.

E pra você, o que (ou quem) é Deus?